
Às vezes desejamos que assim não seja, que a cómoda se acomode à nossa simples existência e que não deixemos gavetas entreabertas, abertas ou mal fechadas. Mas o certo é que, mesmo sem querer algumas acabam por nunca se fechar. Algumas vezes por vontade própria, com alguma finalidade ainda que, inconsciente, por algo que sentimos, fizemos ou queremos, decidimos aguardar o momento certo de a fechar. Outras vezes há em que, simplesmente não temos capacidade para as fechar, nem força física ou estrutura emocional. Esta é a estória da nossa vida... Acontecimentos sucedâneos com pontas soltas, farrapos onde serão mais fácil de prender as garras de uma qualquer bruxa intrigada e o nó da gravata que aperta o pescoço e nos dilacera as carótidas. Sugam-nos a vida, não nos deixam avançar. "Coisinhas" por resolver, de quem se acha bem resolvido é o que mais há nas nossas mãos. Devem ser o reflexo de como vivemos a nossa vida, não?
Oxalá fossem só um mero acaso.


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